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fev 17

Lucy esteve na Darling Magazine, edição de dezembro de 2016 e agora que tivemos acesso a entrevista completa. Confira traduzida abaixo:

Lucy Hale tem grandes olhos – e não apenas no sentido físico. Sua jogada no seu próprio sucesso, no lugar e percepção de mulher, e no mundo a sua volta não é apenas bem equilibrada mas cheia de maravilhas. Nos tempos antigos de Hollywood, cada estrela tinha que cantar e atuar para se manter nas telinhas, mas hoje em dia esses talentos não coincidem, exceto por alguns raros, como Hale, ela ganhou elogios, incluindo o Teen Choice Awards e o People Choice Awards por seu papel na série da Freeform “Pretty Little Liars”, ela é bem vista nas redes sociais – com mais de 15 milhões no Instagram e 5 milhões no Twitter. Sua paixão, perspectiva agradecida e amor por diversão são as razões porque amamos Lucy Hale.

Sarah Dubbeldam: Você se mudou para Los Angeles para ir atrás da música mas acabou parando na atuação. Como essa mudança de planos afetou você?
Lucy Hale: Eu sou super tipo A, e mesmo quando criança, eu meio que planejei meu futuro, e as metas e sonhos que eu ia conseguir – eu cresci cantando e me apresentando e entretendo, então eu sempre me imaginei sendo música. Eu achei que seria uma cantora que faria turnês pelo mundo, mas então eu fui apresentada a atuação. Eu fui contra isso quando era adolescente porque eu queria que as coisas fossem do jeito que planejei em minha cabeça. Mas eu disse “Ok, eu vou dar uma chance, vou manter a mente aberta”. Com certeza, eu fui pega de surpresa de gostar disso, e de aí em diante, as coisas mudaram e eu tive um novo interesse, algo para explorar. Mas isso mostra como a vida é interessante, você pega outro caminho, e tudo dá certo no final.

SD: O que você descobriu sobre você mesma nos primeiros anos da sua carreira?
LH: Acho que ser ingênua sobre Hollywood e audições e atuar realmente me beneficiaram nessa corrida. Acho que se eu soubesse quanta competição há e o quanto tem nisso tudo, eu não sei se minha mãe e eu teríamos nos mudado para cá porque é difícil – há sorte, há talento, há trabalho duro, o que você sabe: há tantos fatores diferentes que não sabíamos antes. Eu aprendi muito jovem que eu tinha a personalidade certa para seguir essa carreira e que eu desenvolvi essa pele dura e a habilidade de usar o bom e jogar fora o mau. Algumas vezes pessoas deixam a negatividade entrar no caminho e eu aprendi como empurrar isso para o lado e ser resiliente e apenas ir atrás do que eu quero.

SD: Quantas audições você fez antes de conseguir o papel em PLL?
LH: Oh uau, quer dizer, eu fiz séries antes de PLL anos antes e eu fiz séries antes disso, e eu fiz quatro ou cinco pilotos que gravamos e nunca foram escolhidos… Então no total de minha vida de audições… Quer dizer, centenas, há tantas que você começa a perder a conta! Mas é divertido – eu gosto do processo de audição. Eu amo ler o material e eu amo ir e tentar noas coisas mas tem toda uma história antes de PLL que as pessoas não sabem sobre mim; eu venho me preparando desde que tinha 15 anos. Eu marquei PLL quando tinha 20, vem sendo uma inclinação constante desde então.

SD: “Pretty Litte Liars” tem raízes na ideia do impacto de pequenas mentiras… Isso afetou o jeito que você via sua ida e sua relação com honestidade?
LH: Eu venho de uma família que tem uma moral forte. Então eu penso que a honestidade é muito importante para mim porque eu sou muito ansiosa. Mentir ou manter segredo de alguém me deixaria louca, então eu literalmente tenho que contar a verdade não importa o que aconteça.

SD: Quando você está escrevendo músicas, qual a porcentagem delas que entra no álbum?
LH: A porcentagem que realmente é ouvida – provavelmente 2%. O álbum que eu lancei, eu co escrevi algumas músicas, mas a maioria das coisas eu escrevi sozinha. Acho que você pode dizer que escrever músicas é meio que fazer audições; você escreve centenas de músicas, e aí, apenas uma mão cheia é escolhida. É muito de tentativa e erro. Eu sempre escrevi meus pensamentos em um caderno mas escrever músicas, é um novo formato disso, especialmente na música country. Tem uma grande fórmula que faz uma música funcionar, e isso foi novo para mim quando eu comecei porque na minha cabeça não haviam regras.

SD: Como você percebe o seu próprio sucesso?
LH: Sucesso… Acho que é fácil perceber isso, o glamour disso tudo, o dinheiro, as coisas, as pessoas, as festas, quer dizer, tudo. E eu posso ver como as pessoas perde a visão de porque eles fazem o que fazem. Para mim, acho que sucesso é nunca perder a paixão por trás do porque eu queria fazer isso, nunca perder a habilidade de crescer e aprender e ser feliz com o que estou fazendo. Eu me considero muito bem sucedida, não no sentido que estou numa série de TV ou que tenho uma casa, mas puramente do ponto que eu acordo todos os dias e eu estou genuinamente animada para ir trabalhar e ler scripts e fazer audições; eu amo o que faço. Acho que se você amar o que você faz, você está um passo a frente do jogo, então espero que eu sempre me sinta assim.

SD: Você sente que há uma pressão nas mulheres para esconderem seus defeitos, especialmente alguém como você, uma pessoa pública?
LH: Sim, eu sinto que, tanto fisicamente, como uma sociedade, andamos um longo caminho. Acho que agora aceitamos mais as mulheres diferentes, tipos diferentes de mulheres, tipos diferentes de corpos, mas eu acho que ainda temos lugares para chegar porque há esse esteriótipo do que é bonito. Eu sempre fui do tipo de pessoa que pensa que peculiaridades únicas fazem as pessoas bonitas. Mas acho que parte das mulheres ainda luta com isso, que é difícil ter uma voz – se você fala, você é uma vaca; se você apoia alguém, você é uma pessoa ruim; se você não diz nada, você é fraca; E isso não é necessariamente verdade; se você compara isso com um homem, ninguém diria essas coisas. Ninguém quer dizer isso mas vivemos em um mundo dominado por homens, mas eu vejo que isso está mudando com uma quantia de exemplos de mulheres fortes no mundo. Enquanto eu cresço eu me sinto querendo fazer coisas doidas, falar sobre coisas, viajar e falar em papéis diferentes que eu não necessariamente faria se eu não tivesse presenciado essas mulheres incríveis fazendo essas coisas. Eu espero que as mulheres nos próximos anos se sintam mais confortáveis e mais confiantes para falar sobre as coisas. Eu quero que as pessoas vejam as mulheres como mentes fortes como veem os homens, e acho que já andamos um bom caminho para isso.

SD: Você é muito ativa nas redes sociais e posta sobre tópicos variados. Há alguma coisa que você acha difícil de falar nas redes sociais?
LH: Acho que as pessoas são fascinantes. Eu amo ver onde as pessoas comem, eu amo ver onde as pessoas malham, o tipo de maquiagem que elas fazem. Acho que é muito legal ver por dentro da vida de alguém, então acho que é por isso que eu tenho Instagram. Mas você precisa ser cuidadoso com o quanto você deixa as pessoas entrarem. Eu odeio que as pessoas tem esse direito de falar o que quiserem – quer dizer, tenho certeza que é liberado para as pessoas, mas também pode ser muito prejudicial. Para mim, eu tenho 27 anos, eu posso lidar com isso, mas acho que para uma menina de 12 anos que está recebendo comentários de alguém de sua idade, eu acho que pode mexer muito com a cabeça dela. Mas eu venho comentando de volta para algumas dessas pessoas que dizem coisas: “Sabe de uma coisa, se é assim que você se sente, você não precisa comentar na minha página, você tem é que me dar unfollow.” E 9 das 10 vezes eles dizem, “Desculpe. Eu só queria chamar sua atenção”. Eu sinto que isso pode ser uma fossa de inseguranças, e isso pode ser tóxico, mas tem várias páginas super positivas e contas e a maioria das pessoas são muito apoiadoras e amáveis… Mas você não pode deixar todo mundo feliz.

SD: Eu vi que você é apaixonada pela Smile Train. Você pode nos contar um pouco sobre seu envolvimento e o que te motivou a fazer essa parceria com eles?
LH: Sim! Eu fui apresentada a eles por um amigo e eu originalmente comecei a fazer essa campanha de aniversário onde eu pedia para as pessoas doarem para o meu aniversário se elas quisessem para ajudar a aumentar a conscientização sobre isso. Então eu comecei a fazer mais arrecadações para eles, e fui conhecê-los em New York. Eu me apaixonei com a mensagem deles e o que eles fazem. Eu recentemente viajei para o México com eles, eu pude conhecer alguns pacientes e estar por trás das cenas e foi incrível. Eu não conheço ninguém com lábio leporino, mas minha mãe foi uma enfermeira então eu cresci nesse ambiente médico e eu tenho muito interesse na área médica. Isso meio que caiu do céu e eu senti que era a coisa certa a fazer. Eu tive esse sentimento intuitivo que eu deveria aprender mais sobre eles e viajar com eles e isso realmente mudou minha vida. Me deu uma nova perspectiva das coisas; aprendi tanto sobre o que eles fazem. Várias pessoas pensam que é apenas uma cirurgia e a criança estará mudada para sempre, mas o que as pessoas não percebem é que é na verdade uma grande jornada e a Smile Train providencia apoio financeiro para essas famílias. Eu venho trabalhando com eles faz uns 2 anos e eu sou honrada de usar meu nome para trabalhar com eles. Acho que vamos viajar para algum lugar logo.

SD: Por último, quais novos projetos você está animada?
LH: Acho que estamos filmando o último episódio de PLL no momento, então vamos acabar em duas semanas. E eu tenho um filme chamado “Dude”. Sairá na primavera. É um momento excitante para mim porque a série está acabando; estou fechando um capítulo e começando um novo. Estou muito animada para levantar minhas asas e achar outras maneiras de ser criativa. Acho que pelo resto do ano, vou tirar uma folga, viajar e visitar minha família.

SD: Algumas perguntas divertidas para finalizar. Termine a frase de uma maneira séria e brincalhona: “Em um mundo perfeito…”
LH: Séria: Em um mundo perfeito, todos iriam dormir depois de ter um grande banquete. Brincalhão: Em um mundo perfeito, as pessoas deixariam apenas comentários legais no Instagram.

SD: Se uma música pudesse ser seu tema pessoal, qual seria?
LH: Oh cara… “Maneater” Brincadeira! Seria algo das Spice Girls… “Spice Up Your Life”.

SD: Nos dê um traço bom e um ruim sobre você que você pensa que todos que querem ser seus amigos devem saber?
LH: Traço bom: Eu sou ferozmente leal… Se você está no meu círculo, eu te defenderei até a morte. E acho que o traço ruim é que eu sou a pessoa mais teimosa que você vai conhecer na vida.

SD: Que animal pouco ortodoxo você queria ter?
LH: Eu queria uma cabra pigmeu… As pessoas realmente tem elas e eu queria uma fazenda de cabras pigmeu!

SD: Quais são as duas palavras que você gostaria que as pessoas parassem de usar tanto?
LH: Eu odeio quando as pessoas falam “modo animal” tipo, “Eu estou no modo animal.” É horrível e tem que parar. Mas todas as outras palavras que as pessoas consideram irritantes eu uso todo o tempo. Eu sou uma dessas pessoas que dizem tipo, “Hey. Yo, isso é legal!”

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